Mestre de cerimônia

Mestre-de-cerimônia oficial do projeto SESI Bonecos, o mamulengo é construído através da técnica “luva com varas”. A mão do artista é introduzida por dentro, para manipular a cabeça e o corpo.

Varetas de aço são usadas nas extremidades das mãos e movimentam os braços. Seu temperamento é divertido e eloquente.

Adora se apresentar para grandes públicos.
Não gosta de ser chamado de bonequinho.
É um boneco.
É popular.
É brasileiro.

Mestres Mamulengueiros

  • Grupo Mãos ao Alto
  • Três trapaceiros contam historias de golpes e trapaças aplicadas numa pequena cidade. Entre as histórias relatadas, O Famoso Conto do Sr. Vigário, O Invento Maravilhoso e O Trapaceiro Enganado.   Técnica: Mamulengo Roteiro e direção: Mário de Ballentti

  • Mestre Zé Di Viana
  • O mais vigoroso, o mais fértil, o grande mestre do mamulengo da atualidade, Mestre Zé Di Vina sabe como ninguém desvendar o fio misterioso da tradição, a ela incorporando sutilmente elementos da contemporaneidade. Ele rejuvenesce e reescreve a tradição do mamulengo a cada novo espetáculo.

  • Mestre Zé Lopes
  • É o mais conhecido mestre mamulengueiro. Sua fama ultrapassa os limites de Pernambuco, conjugando a destreza de manipular com um notável senso de improvisação. Excursionou por vários estados, além de ter realizado turnês em Portugal e na Espanha. Participou de vídeos e filmes e coordena o Centro de Revitalização e o Memorial do Mamulengo, criado pelo Só-riso, em Glória do Goitá (PE).

  • Mestre Josivan
  • O mais ilustre representante do João Redondo, gênero de mamulengo que floresceu no Estado do Rio Grande do Norte. No espetáculo, os mestres Josivan e Daniel, filhos do finado Chico de Daniel, são os reis da sutileza, dela se valendo para impregnar suas funções de caudaloso improviso, insinuações e maledicências das mais engraçadas. Os mestres fazem todos mergulharem no mundo metafórico do mamulengo.

  • Mestre Tonho de Pombos - Pernambuco
  • Destaca-se principalmente como escultor, de personalidade inconfundível. Chama a atenção para a singularidade dos traços de seus bonecos entalhados em madeira, com formas que ora lembram desenhos e pinturas cubistas, ora remetem às máscaras africanas. São figuras antropomorfas; no entanto, elas propositalmente se distanciam dos formatos retratistas e naturalistas. Os bonecos não representam, suas formas sugerem, o que torna Mestre Tonho um dos mais importantes mamulengueiros contemporâneos.

  • Mestre Chico Simões
  • Chico Simões, mamulengueiro e palhaço, coordenador do Mamulengo Presepada e do Ponto de Cultura Invenção Brasileira, de 1981 a 1984 viajou pelo Nordeste convivendo com vários artistas e mestres da cultura popular, entre eles: Afonso Miguel, Carlinhos Babau, Solon, Saúba, Chico de Daniel, Ceça Acioli e Fernando Augusto. Realizou mais de 2 mil apresentações por todo o Brasil e mais dezoito países, sempre brincando com mamulengos, mágicas, palhaços, ventríloquos, bonecos gigantes e bumba meu boi. Ganhou diversos prêmios, entre eles: Bolsa Virtuose, do Ministério da Cultura, para pesquisar na Europa as origens das tradições do Teatro Popular brasileiro; Prêmio Betinho, pelo trabalho realizado com crianças nas ruas de Brasília; e Melhor Ator e Melhor Espetáculo Infantil no Festival Nacional de Teatro Isnard Azevedo. Foi Visit schoolar na Berkeley University of California.

  • Mestre Valdeck de Garanhuns
  • Desde 1975, quando ainda residia no Recife, o pernambucano Valdeck de Garanhuns brinca com seu Teatro de Mamulengo. Em 1985, foi para São Paulo, onde reside atualmente. Lá, desenvolve seu trabalho, com apresentações para as mais variadas plateias, nas mais conceituadas entidades. Durante sua trajetória, criou 17 histórias para o seu Teatro de Mamulengo. Nos últimos 10 anos, a companhia é formada por Valdeck de Garanhuns (mestre do brinquedo), Lidiomar Caçula (músico/ajudante), Philipe Antunes (músico/ajudante), Adriano Oriquerê (músico) e Leandro Barbosa (músico). Há mais de 33 anos, o Mestre Valdeck de Garanhuns vem contribuindo para a preservação da nossa cultura, divertindo e educando o público através do seu alegre e majestoso Teatro de Mamulengo.   

  • Mestre Saúba
  • Antônio Elias da Silva (Saúba) é um dos mais atuantes e destacados artesãos e mestres mamulengueiros em atividade no Estado de Pernambuco. Seus trabalhos já desbravaram as fronteiras da sua cidade natal, Carpina, podendo ser encontrados em coleções particulares e museus dos EUA e da França, além de diversas capitais brasileiras. Artistas consagrados, como Alceu Valença e Antônio Carlos Nóbrega, também já firmaram parcerias com Saúba, resultando em trabalhos com grande repercussão, como foi o caso da capa do disco Cavalo de Pau de Alceu, e a cenografia de Segundas Histórias, espetáculo teatral estrelado por Antônio Nóbrega. Nascido em maio de 1952, Saúba descobriu suas aptidões desde a infância. Autodidata, desenvolveu a extremo a capacidade de transformar madeira em arte.